domingo, 4 de março de 2012

Café com leite

Estou ausente no blog, mas pretendo voltar a escrever periodicamente. Até mesmo pela prática com a escrita.

Tenho notado o quanto a sociedade está doente. Quando escrevo “sociedade”, leia-se, inclusive eu! Vivemos ociosos, ansiosos, angustiados, viciados, torturados pelo cotidiano vorás. Converso com outras pessoas e vejo que não são sentimentos exclusivos a mim, estamos todos doentes e ninguém dá a necessária importância para tal fato.

De fato a vida é dura e blá blá blá, mas não podemos viver tão freneticamente como estamos, atropelamos uns aos outros e ignoramos nossos sentimentos. Certamente que pessoas possuem deficiências químicas/genéticas e isso é um fator influente nesses sentimentos angustiantes, entretanto, todo o convívio, rito, hábito social global, influencia nessa tal epidemia psicossomática depressiva.

Vivo eu, por exemplo, em uma situação indefinida. Inerte. Desejo que chegue segunda para voltar para a rotina, trabalhar e estudar. Aí quando a rotina começa desejo que chegue a sexta para que eu saia dessa rotina. Na realidade eu não consigo fazer inteiramente nem o ofício, trabalho e estudo, nem o lazer, fins de semana. Parece que estou vivendo como se fosse “café com leite”, eu faço parte da brincadeira, não brinco direito porque sou uma criança e, por isso, as regras da brincadeira não se aplicam a mim como aos outros coleguinhas. A infância passou, não sou mais criança e não dá mais para ser café com leite. Vou ser o que então? Vejo que a sociedade está assim. Ou está no modo café com leite/não sei o que ou no modo ecstasy/frenético total/on line. Não sei se sou eu que estou errado ou se é o mundo, ou os dois, ou nenhum dos dois. Enfim, voltei!

Música do momento: http://www.youtube.com/watch?v=VCs2jkOPvak

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